domingo, 20 de janeiro de 2013

Orfandades: O destino das Ausências

Olá Pessoal,

Espero que todos estejam bem!!!

Confesso que essa semana foi bem difícil para mim, pois perdi um amor e perdi também uma oportunidade  que eu queria muito, e acreditava que esta oportunidade se transformaria em um fôlego diferente, algo que me motivasse a pensar e planejar novas "alegrias".

Nesta semana eu comecei e terminei um livro chamado "Orfandades: O destino das ausência", do Pe. Fábio de Melo.

Quando encontrei este livro na internet, logo me identifiquei e gostaria de ler algo que tivesse a ver com o que estava sentindo, o período de ausências. Como que seria conviver com as suas ausências? era algo que queria ler e entender.. como que eu poderia fazer isso? O engraçado, coincidência ou não, recebi o livro no dia que não recebi a "boa" notícia no qual estava tão empolgada.

Claro que quando recebi a notícia, fiquei simplesmente frustrada, e pensei o seguinte "Cansei de perder", mas então me dei em si, quando escutei aquela vozinha do meu coração. Aquela vozinha que é simplesmente Deus, falando com você, e conclui, que seria um empurrão para outras oportunidades, e uma coisa que me fez pensar foi que talvez isso seria o empurrão que eu precisava para eu mudar algo que não estava mais dando certo, e foi assim que decidi aceitar essa notícia.

Quando comecei a ler o livro fiquei bem incomodada e me senti meio idiota, pois eu considerando a perda de um amor, como uma ausência, sendo que no livro ele retratava as ausências de algo mais aprofundado, pois então, este livro falava na perda de uma mãe por um filho, a perda de um filho por uma mãe, da filha que perdeu a família inteira, a maioria das histórias falavam da perda de um vida, não apenas a ausência, mas a perda de uma pessoa que nunca mais voltaria, pois ela haveria morrido... na verdade, eu não faço a idéia de como é perder algum ente querido, no qual você nunca mais poderá rever na vida terrena. Por isso as histórias contadas me incomodaram, e percebi que todas essas pessoas que perderam alguém, simplesmente ficaram paradas na vida e vivendo de uma maneira triste.

Um dos trechos que mais me chamaram atenção e inclusive foi o último que havia lido seria: "O ser nascido e morrido que ladrilhou de futuro o meu presente tão opaco. O resto é ausência sem face, sem corpo, sem testamento. Tudo residindo em mim, clamando em vozes uníssonas, gritando aos ouvidos de minha alma que o destino de todas as ausências do mundo sou eu."

Pois é, as ausências do "meu mundo" sou EU... Eu sou responsável por tudo isso que sinto...

O tempo é uma das armas que estou usando para que me sinta melhor, e para que as ausências não seja considerada mais como algo definitivo na minha vida, mas sim algo grandioso, algo fortaleceledor, uma espécie de recomeço.

O que eu mais quero é me sentir bem comigo mesmo, não depender de ninguém para ser feliz, pois uma coisa que eu bem sei, e não devo esquecer, é que a minha felicidade depende de mim mesmo, e tenho a plena consciência de que enfrentarei muitas orfandades no decorrer da minha existência, mas eu quero muito que quando passar por isso, a pessoa que eu amo esteja definitivamente ao meu lado, segurando a minha mão, me abraçando, me apoiando e me amando, como nunca amou alguém na sua vida..

Eu quero realmente algo grandioso!

Enjoy it!!!

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